Numa
tarde de muito vento, entrou melhor a equipa da casa que logo ao
minuto três inaugurou o marcador através de Cágado, que, de
cabeça, correspondeu a um bom cruzamento de Torres. Reagiu como
se esperava a equipa visitante fazendo o golo do empate quinze
minutos depois num livre lateral, onde o guarda-redes da casa não
fica isento de
culpas. No entanto,
parece que este golo teve o condão de acordar a equipa da casa que
até aí pouco ou nada tinha feito para contrariar a maior valia do
adversário, que até então tinha sido mais dominante, apesar de não
criar lances de real perigo. O segundo golo surgiu cinco minutos
depois do golo dos Canaviais através André Flores com um excelente
remate de fora da área a atirar a contar. Cinco minutos depois, de
novo através de Flores com um cruzamento remate a fazer o 3-1, que
se registava ao intervalo; de salientar que já perto do intervalo o
Cortiço poderia e deveria ter feito o quarto, não fosse Torres,
primeiro isolado, chutado a bola que vai a sair e aparecer
António quase em cima da linha de golo a enviar a bola ao poste da
baliza adversária. Na segunda parte, esperava-se a natural reação
da equipa forasteira recheada de bons executantes, e foi isso que
aconteceu. Logo no início com duas falhas dos homens da casa, com o
primeiro a rematar perante Ricardo que com uma defesa evita o golo, e
minutos depois de novo com um jogador isolado a rematar ao lado. Na
segunda parte, o Cortiço sentiu muitas dificuldades para ultrapassar
o seu meio campo, mas, no entanto, tiveram uma atitude
extraordinária, não concedendo grandes hipóteses à equipa
forasteira para reduzir. Já perto do fim e quando os forasteiros já
só tinham dez elementos em campo devido a um jogador se ter
lesionado quando já tinham efetuado as três substituições, surgiu
o segundo golo para a equipa dos Canaviais, num auto golo da equipa
da casa com Stalone a aliviar e a bola a embater nas pernas de Nuno e
a entrar na baliza de Ricardo. Até final, os visitantes
bombearam muito em busca do empate, e já perto do final do encontro
Tope consegue tocar para canto, quando aparecia um opositor para
fazer golo, numa altura em que também o Cortiço jogava com dez
homens devido à expulsão de Silvério, que teve de fazer uma falta
útil, num lance que levava muito perigo para a sua baliza. Vitória
justa da equipa da casa pelo que fez na primeira parte e pelo que
soube sofrer na segunda, onde também teve alguma felicidade.
Arbitragem muito irregular.
O Cortiço alinhou com:
Ricardo Marques
Ricardo Patuleia
Nuno Nunes
Stalone
Silvério
Luís (c)
António
Torres
Diogo
Cágado
Flores
Jogaram ainda:
Topê
Jardel